O MAR DE MARIA
(FERNANDA GREY)
MARIA AMA NADAR
MARIA AMA O MAR
MARIA VIA O MAR E RIA
MARIA VIU O MAR
NO SEU NOME
MAR IA
O MAR IA
E VINHA BANHAR
A MENINA MARIA
ELA IA E VINHA
RIA A BRINCAR
COM O MAR I A
MARIA, MINHA MENINA ...
LINDA A NADAR
NO MAR, SORRIA....
QUE ALEGRIA DA MENINA
A BANHAR- SE
PELO MAR IA...

Fomos de carro. Viagem longa e cheia de paradas para garantir que a pequena aproveitasse o passeio. Ela dormiu muito durante o trajeto e, quando passávamos por Alcobaça/BA, Maria acordou. Meu marido teve a ideia de parar o carro e filmar a reação da Duda ao ver o mar pela primeira vez.
Quando descemos do carro, Duda olhou para aquela imensidão azul e disse: “tem baleia não, pode nadar, né? “Os olhos dela eram puro brilho e fascinação. Segurei a mão dela , mas ela hesitou um pouco em me acompanhar. A textura da areia morna nos pezinhos deve ter incomodado no início, pois ela ficou um tempo parada sentido a areia entre os dedos. Depois Maria correu, correu... Os cachinhos balançam ao vento e ela ria e ria despretensiosamente.
Lançou-se ao mar com tamanha vontade que foi derrubada por uma pequena onda. Levantava, caia, ria, sentia a água, o sol, o vento.... Ficou assim por algum tempo : experimentando o mar e suas possibilidades. Chorou muito quando voltamos para o carro. Não queria ir para longe do “novo amigo”. Foi tão lindo, tão gratificante, tão inesquecível. Até hoje lembro da cena, revejo o vídeo e me emociono.
Ficamos em “Cumuru” por uma semana e os laços entre Maria e o mar foram se consolidando. Ela foi sentindo segurança em pular as pequenas ondas, em molhar os cabelos.... Construir muitos castelinhos na areia. Tudo puro, rico e significante para ela e para nós. Ter filhos nos dá a possibilidade de voltar à infância e ressignificar tantas coisas....

Eu quis falar sobre essa experiência da minha filha porque desejo que todas as crianças do mundo possam ser felizes. Possam ter momento de pura alegria e aprendizado como Maria constantemente tem. E que, nós, adultos, possamos garantir que todas as crianças tenham direito à uma infância plena, feliz, rica em curiosidade e descobertas. Podem me chamar de idealista, mas creio, sim, que os bons são a maioria. São vários movimentos: ONGs e instituições de ensino que estão caminhando , refletido e discutido sobre a visibilidade e protagonismo dos pequenos. Dar voz e vez às crianças: esse é o caminho para um presente e um futuro mais fraterno, colaborativo, sustentável e solidário.
"A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes".
Oscar Wilde
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